Coronel Sebastian Moran


    Para se ter uma noção exata de sua importância, basta dizer que Sebastian Moran foi procurado pessoalmente por Moriarty, tornando-se seu ajudante-de-ordens. Cuidava apenas dos trabalhos de responsabilidade que Moriarty não confiava aos criminosos vulgares.

    Sebastian Moran estava junto de seu chefe no incidente de Reichenbach, ficando de atalaia. Tentara, lá mesmo, dar cabo na vida do detetive mas não teve êxito. Sabia que Holmes estava vivo; cedo ou tarde, em algum lugar, haveria outra oportunidade. A Casa Vazia relata tanto o retorno de Holmes a Londres quanto a tocaia armada por Sebastian Moran a fim de eliminar o detetive.

    Nessa ocasião, o coronel já estava na casa dos cinqüenta anos. Segundo Watson, tinha ele um rosto extraordinariamente viril e sinistro. Testa de filósofo sobre uma boca sensual; olhos azuis e cruéis, com pálpebras cínicas e caídas; nariz agressivo e fronte ameaçadora.

Coronel Sebastian Moran espreita seu alvo: Sherlock Holmes.     Grande caçador, era um dos melhores atiradores do mundo. Até então, o número de tigres por ele abatidos na Índia não havia sido igualado. Sua intenção era assassinar Holmes com uma espingarda de ar comprimido. Tratava-se de uma arma especial feita pelo cego mecânico alemão Von Herder, que a construiu por ordem de Moriarty.

    Esta era a ficha do Coronel Moran no arquivo de referências de Holmes:

"Moran, Sebastian, coronel. Desempregado. Pertenceu ao 1º Bengalore Pioneers. Nascido em Londres, em 1840. Filho de Sir Augustus Moran, C.B., antigo ministro britânico na Pérsia. Educado em Eton e Oxford. Serviu na Campanha de Jowaski, na Campanha do Afeganistão, em Charasiab (despachos), em Sherpur e em Cabul. Autor de Jogo pesado no Himalaia ocidental, 1881; Três meses na selva, 1884. Endereço: Conduit Street. Clubes: Anglo-Indiano, Tankerville e Bagatelle". À margem Holmes escrevera: "Em segundo lugar, entre os homens mais perigosos de Londres".


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